VICTOR REIS

Curso de PNL em Valinhos: o nome antes de chegar

Por Victor Reis · 6 min de leitura

Capa do artigo: Curso de PNL em Valinhos: o nome antes de chegar

Foto: Dominika Gregušová · Pexels

"Irmão, o treinador sabe meu nome antes de eu chegar lá no local? Você entendeu? Experiência."

Um curso de PNL em Valinhos não impressiona pela estrutura. Quem fala assim é um aluno, antes mesmo de qualquer exercício em sala. Antes de qualquer um deles chegar ali, cada um já tinha recebido uma mensagem minha, um mês antes, às vezes com um formulário pra preencher. E quando cada um entrou na sala, eu já sabia o nome.

A sala em si não tem nada de especial. Não tem ar condicionado. Do lado de fora, uma luz bonita entre plantas e uma cortina simples. Um aluno resume o ambiente em uma palavra: "Aconchegante."

Ainda não sabe se esse é o seu momento? Conte à equipe onde você está e saia com seu próximo passo.

Agendar a conversa

O curso começa um mês antes de você chegar

Um mês antes do presencial, cada aluno recebe uma mensagem minha. Às vezes vem com um formulário.

Não é burocracia, é o que eu chamo de abrir um filtro: uma pergunta direciona a atenção da pessoa pra um assunto específico, antes mesmo de ela entrar na sala. Uma aluna me contou, depois, que o treinamento dela tinha começado ali, só de responder ao formulário.

Isso muda o que a pessoa nota no primeiro dia. Ela não chega em branco. Chega já pensando no que vai viver, porque uma pergunta bem colocada um mês antes já pôs o assunto na cabeça dela.

Funciona assim com qualquer atenção dirigida. Peça pra alguém reparar no encosto da cadeira, e a pessoa vai sentir o encosto da cadeira, mesmo que estivesse sentada ali o dia inteiro sem notar. O formulário faz isso com o tema do treinamento, antes mesmo de qualquer exercício em sala.

O efeito prático é que ninguém chega pela primeira vez. Chega pela segunda, porque a primeira já aconteceu, sozinha, em frente a uma tela, um mês antes.

Seu nome chega à sala antes de você

A parte que mais chama atenção vem depois do formulário.

Eu pego a lista de inscritos e vou batendo nome por nome. Às vezes não tenho nem a foto da pessoa no Instagram. Chego de qualquer forma e falo o nome dela antes de ela falar o meu.

Decoro o nome de todo mundo antes do treinamento começar. Em turma pequena, em turma com dezenas de pessoas, não importa.

O acolhimento não é decoração da sala. É decorar o seu nome antes de você chegar.

Isso cria o vínculo antes de qualquer técnica entrar em cena. Primeiro conecta, depois conduz: a conexão não espera o primeiro exercício prático, ela já começou na mensagem de um mês atrás e no nome que alguém guardou de propósito. Quem quer ouvir mais vozes de dentro da sala encontra outros relatos sobre o que se sente ali em como é um curso de PNL.

Dezenas de pessoas, nunca um número

A dúvida de quem está decidindo entrar numa formação assim quase nunca é sobre o conteúdo. É sobre o lugar que essa pessoa vai ocupar na sala.

Às vezes o treinamento reúne dezenas de pessoas. E o medo de quem olha de fora é esse: vou ser só mais um aí dentro, um crachá a mais numa fileira de cadeiras.

Tem um motivo pra esse medo fazer sentido em qualquer sala, não só na de PNL. Daniel Carmody e Michael Lewis, pesquisadores da Rutgers University, mediram por ressonância magnética o que acontece no cérebro quando alguém ouve o próprio nome. O cérebro reage de um jeito diferente, e maior, do que quando ouve o nome de outra pessoa.

Isso quer dizer que ouvir seu nome é mais do que um gesto educado. É um dos poucos estímulos que o seu cérebro trata como especial antes de você decidir prestar atenção. Uma sala que usa seu nome logo na entrada não está sendo gentil por acaso, está acertando num ponto que nenhuma outra palavra acerta do mesmo jeito.

É por isso que decorar o nome de dezenas de pessoas muda a experiência inteira, mesmo numa turma grande. O tamanho da sala deixa de ser o que decide se você vai ser lembrado.

Pense na última vez que alguém te chamou pelo nome num lugar onde você esperava ser só mais um número, o atendente do banco, o motorista do aplicativo, o professor da faculdade grande. A sensação não vem do tamanho do grupo. Vem de alguém ter guardado uma informação sua antes de precisar.

É essa informação guardada de antemão que separa um treinamento de uma palestra. Numa palestra, a sala inteira é público. Num treinamento pensado assim, cada pessoa da sala já é, antes de a aula começar, alguém com nome.

O que levar para os quatro dias

A pergunta prática, de quem já decidiu ou está perto de decidir: o que levar pra um treinamento de quatro dias.

A apostila chega impressa no primeiro dia, então esse peso já não é seu. O resto é o que você levaria pra qualquer compromisso de quatro dias inteiros fora de casa: disposição pra ficar das 8h30 às 20h, roupa confortável pra exercícios em dupla, e a abertura de responder ao formulário antes, porque é ele que já começa o seu treinamento.

Não precisa levar currículo de PNL nenhum. Quem nunca ouviu falar de sistema representacional ou de calibragem chega no mesmo ponto de partida de quem já leu sobre o assunto, porque o que abre a porta não é o conhecimento prévio, é ter respondido à pergunta que chegou um mês antes, e ter deixado alguém te conhecer de longe antes de te conhecer de perto.

A sala não é bonita, é atenta

Volto pra cena do começo. A sala sem ar condicionado, a luz entre as plantas, a cortina simples. Nada ali foi pensado pra impressionar.

O que foi pensado, de propósito, foi o resto: a mensagem um mês antes, o nome decorado, a atenção em quem chega.

Você pode levar essa lógica pro seu próprio dia, antes mesmo de pensar em qualquer formação. No próximo encontro que importa de verdade (um cliente novo, uma entrevista, alguém que você acabou de conhecer), chegue já sabendo o nome da pessoa, sem perguntar de novo, e use esse nome pelo menos uma vez durante a conversa. Repare se o rosto dela relaxa.

Quer saber como funciona o presencial de quatro dias por dentro?

Conhecer o Nível 1

Um curso de PNL em Valinhos não acaba quando os quatro dias terminam. No Nível 1, o presencial é só uma parte de um acompanhamento de doze meses, com aulas semanais e grupo com acesso direto a mim. O que se treina lá dentro é isso que você acabou de ler em ação: calibrar o que a pessoa precisa antes de ela pedir, e usar rapport de propósito, não por sorte. Quem ainda está comparando presencial com aula a distância encontra os dois lados em formação em PNL presencial ou online.

A sala não vai ficar bonita. Vai continuar sem ar condicionado, com a mesma cortina simples.

O que muda é que, quando você chegar, alguém já vai saber o seu nome.

Continue explorando

Ver todos de Presença
Capa do artigo: Como me acalmar rápido: o recurso que você já tem
Presença

Como me acalmar rápido: o recurso que você já tem

Uma demonstração de aula mostra por que um lugar imaginado consegue acalmar de verdade, e por que você provavelmente já construiu o seu em algum momento da vida.

Capa do artigo: Perdoar é obrigado a conviver? Conviver é uma escolha
Presença

Perdoar é obrigado a conviver? Conviver é uma escolha

Perdoar não obriga ninguém a conviver. Mas existe um perdão que é só indiferença, e o detalhe que entrega qual é o seu não está no que você sente.

Capa do artigo: Medo de falar em público: quatro fugas educadas
Presença

Medo de falar em público: quatro fugas educadas

Toda vez que chegava a hora de subir no palco, eu colocava a minha esposa na frente e ficava atrás dela. O medo de falar em público raramente aparece como pânico: ele aparece como gesto razoável.

Capa do artigo: É errado sentir raiva? O que some junto com ela
Presença

É errado sentir raiva? O que some junto com ela

Sentir raiva não é o erro. Ela funciona como a dor no joelho: avisa que alguma coisa precisa mudar, no ambiente ou na percepção.

Entrar em contato