Uma formação em PNL presencial pede dias inteiros fora de casa. Uma pela tela cabe no meio da semana. Você está entre as duas e não sabe qual pesa mais.
A resposta curta, depois de formar mais de trezentas pessoas em PNL: cada formato resolve um problema diferente. O problema que você tem decide o formato.
Se você precisa de repetição, com gente te corrigindo ao longo de meses, o online resolve. Se você precisa de impacto, de praticar com uma pessoa de verdade na sua frente e ser corrigido na hora, a sala resolve.
E, se você precisa das duas coisas, o formato certo é o que junta os dois.
Está escolhendo o formato? Uma conversa com a equipe ajuda a ver qual faz sentido para o seu momento.
Agendar a conversaNo online, a PNL entra na sua semana
Na formação, são aulas ao vivo às terças, às 15h, de uma hora e meia a duas horas, com prática, ao longo de doze meses.
A força do online é a repetição espaçada. Você aprende um padrão numa terça, usa na quarta, erra na quinta e volta na terça seguinte com uma dúvida de verdade. É esse vai e volta que transforma conceito em hábito.
E as aulas ficam gravadas, então a terça que você perdeu não se perde.
A fraqueza é a distância. Pela tela, dá para entender muita coisa e praticar bastante. Mas existe uma parte do treino que pede outra pessoa ali, a um metro, reagindo ao que você faz.
No presencial, a PNL toma o dia inteiro
Na formação, são quatro dias seguidos, em Valinhos, das 8h30 às 20h, e sou eu quem conduz.
O dia tem demonstração ao vivo, com gente da própria turma, e prática em dupla logo em seguida: cada um conduz e é conduzido. A apostila impressa é entregue no primeiro dia.
Tem aluno que vem de fora da cidade para esses quatro dias, e organiza a semana inteira em volta deles.
Quatro dias seguidos também tiram você da rotina. A atenção fica numa coisa só, e fica mais fácil perceber em você o que, no meio da semana, passaria batido.
A força do presencial é a correção na hora. No último dia, cada um escreve a própria frase com o padrão, e eu corrijo uma por uma, em voz alta, na frente da turma. São seis rodadas assim.
A correção em voz alta tem um efeito que a tela não repete: você ouve o seu erro e o do colega ao lado, e aprende com os dois.
É desconfortável, e é justamente por isso que fica.
A fraqueza é o depois. O impacto dos quatro dias é forte, e a semana seguinte volta com a mesma rotina de sempre, as mesmas conversas e o mesmo automático.
Sozinho, cada formato falha num ponto
Só o online costuma dar num problema conhecido: a pessoa pratica a semana inteira e nunca tem alguém a um metro reagindo ao que ela faz. Quem já comprou curso e sente que não consegue usar encontra essa conversa em tenho o curso mas não sei aplicar.
Só o presencial costuma dar no problema contrário.
No último dia de um presencial, um aluno resumiu o que é chegar cru: "Você fica meio boiando. (...) Se eu viesse sem nada, eu ia ficar assim. A pessoa não consegue, cara."
Ele não falava do conteúdo dos quatro dias. Falava do que custa pular a parte da semana.
No online sozinho, o erro fica sem testemunha. No presencial sozinho, o acerto fica sem continuação.
Sem repertório, os quatro dias viram espetáculo. Com repertório, viram treino. Nos dois casos, a culpa costuma cair na pessoa, quando o que falhou foi o desenho do aprendizado.
Por isso a formação junta os dois
É por isso que a formação tem o desenho que tem. São seis meses de online, depois os quatro dias presenciais, depois mais seis meses de online. Cada passagem trabalha o mesmo conteúdo de um jeito diferente.
A pessoa entra pelo online e vai se familiarizando com as estruturas. Chega ao presencial já com conceito na cabeça, e ali leva o impacto. Depois volta para o online.
Só que agora ela volta enxergando.
Começa a ver coisas que antes você não enxergava, mas estava ali na sua cara.
A mesma aula de terça, a mesma explicação, e ela percebe a pergunta que abriu a conversa, a âncora sendo usada, a frase que conduziu sem empurrar. O conteúdo é o mesmo. O olho é novo.
Voltar à mesma aula com o olho novo é o contrário do que eu chamo de a quinta fase: o competente que piora devagar, no automático, porque parou de se perguntar se está fazendo bem feito. Eu explico essa fase em PNL substitui terapia?.
Três perguntas escolhem o formato por você
Antes de escolher qualquer curso, meu ou de outra casa, responda estas três:
- Você precisa de informação ou de repetição? Se o que falta é conhecer o assunto, um formato curto serve. Se você já conhece e não usa, o que falta é repetição com alguém olhando.
- Consegue reservar dias seguidos? O presencial pede os dias inteiros, das 8h30 às 20h. Se isso não cabe na sua vida agora, é melhor saber antes.
- Quem vai te corrigir quando der errado? Prática sem retorno instala erro junto com acerto. Pergunte quem olha o que você fez e em quanto tempo você fica sabendo.
Se a primeira resposta for informação, um curso curto resolve. Se for repetição, e você tiver resposta para a segunda e a terceira, procure acompanhamento, seja onde for. Os critérios para avaliar qualquer formação, do desenho do dia ao tamanho da turma, estão em como é um curso de PNL.
Escreva a conversa que você quer mudar
Pegue um papel e escreva, numa linha só, a conversa em que você quer estar diferente daqui a três meses. Com o cliente que some, com o filho que não ouve, com a equipe que trava.
Depois leia a linha e repare no que ela pede. Se pede entender alguma coisa que você ainda não sabe, informação resolve. Se pede fazer diferente uma coisa que você já sabe, você acabou de descobrir que precisa de treino, e treino pede tempo e alguém corrigindo.
A formação junta os doze meses de aulas online e os quatro dias presenciais numa jornada só.
Ver a formaçãoO formato certo é o que você vai usar
Uma formação em PNL presencial vale a pena quando você chega nela para treinar, e não para assistir. O online vale a pena quando você volta toda semana com a conversa real que deu errado.
Separados, os dois deixam um buraco. Quatro dias sem as terças viram lembrança, e terças sem os quatro dias ficam sem o impacto. Juntos, um cobre a fraqueza do outro.
Escolha pela conversa que você quer mudar, não pelo formato que parece mais cômodo.




